segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um lugar encantador




Amanda Carvalho Martins

Era dia 28 de agosto de 2012, a viagem com destino a Paraty, juntamente com os meus colegas de sala de aula, estava marcada desde o início do ano. Sendo assim, chegado o grande dia, eu acordei muito cedo para partirmos de São Paulo.  Com a mala nas costas, todos estavam eufóricos para enfrentar o trajeto.

O caminho era longo, mas a paisagem enchia os olhos de tão deslumbrante. Conforme nos afastávamos da grande cidade de São Paulo, a área verde ia aumentando e ficando cada vez mais rica em diversidade de flora. A serra com suas inúmeras curvas possibilitava a visão da imensidão do mar azul.

O conjunto de belas vistas já nos indicava a beleza que iríamos encontrar em nosso destino. De fato, quando o monitor nos avisou que tínhamos chegado a Paraty, ninguém queria ficar um minuto sequer a mais no ônibus.

Logo descemos e pudemos andar pela cidade. Era impressionante a simplicidade em conjunto com o charme que as ruas curvadas e feitas de pedras esbanjavam, juntamente com a peculiaridade da inclinação presente nelas, com o objetivo de receber a água da maré alta de modo que não fosse possível invadir as casas, mas sim limpar as ruas.

As casas históricas e coloridas, grudadas umas nas outras, com inúmeros detalhes em suas fachadas, tais como lamparinas de ferro antigas, azulejos pintados com formas geométricas, marcavam o ar colonial e o sinal de restauração recente.

A maçonaria é bem forte e presente na arquitetura de toda a cidade. Os símbolos maçônicos possuem alta complexidade e lógica, utilizando figuras geométricas, como, por exemplo, o triângulo que representa Deus ou, para eles, o Grande Arquiteto do Universo.

O traçado torto das ruas e o desencontro das esquinas foram colocados para formar o triângulo maçônico. 

Os azulejos com formas geométricas nas fachadas das casas, também possuem os triângulos. Essas características devem-se à ocupação de maçons que urbanizaram a cidade na época e incrementaram esses detalhes arquitetônicos, mantidos até hoje. 

Juntamente com as casas, encontrava-se uma igreja de arquitetura antiga, e perceptivelmente não restaurada, por seu aspecto desgastado. Porém esses eram apenas detalhes em meio a tanta simplicidade e beleza.

Todas essas construções estavam cercadas por uma serra coberta de Mata Atlântica, extremamente verde e vasta, enriquecendo a paisagem com a sua variedade, imensidão e imponência.

O mar que banha a cidade parece ser de outro mundo, sua água de cor azul-esverdeada, que até brilha com a luz do sol refletida, dá espaço a diversos barcos dos mais variados tipos, tamanhos e cores, preenchendo a sua superfície. Com tantas riquezas, não tem como não se encantar por Paraty.

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