Amanda Carvalho Martins
Era dia
28 de agosto de 2012, a viagem com destino a Paraty, juntamente com os meus
colegas de sala de aula, estava marcada desde o início do ano. Sendo assim,
chegado o grande dia, eu acordei muito cedo para partirmos de São Paulo. Com a mala nas costas, todos estavam
eufóricos para enfrentar o trajeto.
O
caminho era longo, mas a paisagem enchia os olhos de tão deslumbrante. Conforme
nos afastávamos da grande cidade de São Paulo, a área verde ia aumentando e
ficando cada vez mais rica em diversidade de flora. A serra com suas inúmeras
curvas possibilitava a visão da imensidão do mar azul.
O
conjunto de belas vistas já nos indicava a beleza que iríamos encontrar em
nosso destino. De fato, quando o monitor nos avisou que tínhamos chegado a
Paraty, ninguém queria ficar um minuto sequer a mais no ônibus.
Logo
descemos e pudemos andar pela cidade. Era impressionante a simplicidade em
conjunto com o charme que as ruas curvadas e feitas de pedras esbanjavam, juntamente
com a peculiaridade da inclinação presente nelas, com o objetivo de receber a
água da maré alta de modo que não fosse possível invadir as casas, mas sim
limpar as ruas.
A
maçonaria é bem forte e presente na arquitetura de toda a cidade. Os símbolos
maçônicos possuem alta complexidade e lógica, utilizando figuras geométricas,
como, por exemplo, o triângulo que representa Deus ou, para eles, o Grande
Arquiteto do Universo.
O
traçado torto das ruas e o desencontro das esquinas foram colocados para formar
o triângulo maçônico.
Os azulejos com formas geométricas nas fachadas das casas, também possuem os triângulos. Essas características devem-se à ocupação de maçons que urbanizaram a cidade na época e incrementaram esses detalhes arquitetônicos, mantidos até hoje.
Os azulejos com formas geométricas nas fachadas das casas, também possuem os triângulos. Essas características devem-se à ocupação de maçons que urbanizaram a cidade na época e incrementaram esses detalhes arquitetônicos, mantidos até hoje.
Juntamente
com as casas, encontrava-se uma igreja de arquitetura antiga, e
perceptivelmente não restaurada, por seu aspecto desgastado. Porém esses eram
apenas detalhes em meio a tanta simplicidade e beleza.
Todas
essas construções estavam cercadas por uma serra coberta de Mata Atlântica,
extremamente verde e vasta, enriquecendo a paisagem com a sua variedade,
imensidão e imponência.
O mar
que banha a cidade parece ser de outro mundo, sua água de cor azul-esverdeada,
que até brilha com a luz do sol refletida, dá espaço a diversos barcos dos mais
variados tipos, tamanhos e cores, preenchendo a sua superfície. Com tantas
riquezas, não tem como não se encantar por Paraty.

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