O dia era 28 de agosto de 2012. A estrada
estava tranquila, e o ônibus andava com a mesma velocidade com que andara todo
o percurso anterior. O monitor já nos tinha avisado de que estávamos chegando,
portanto ficamos todos atentos. Até que começaram a surgir os primeiros barcos,
lá embaixo no mar, e um dos professores proclamou a tão esperada sentença:
“Paraty à vista!”.
Ao longe, foi surgindo a cidadezinha, no
meio de uma paisagem paradisíaca. A visão ao se chegar à baía é de tirar o
fôlego. O mar é de um azul-esverdeado sem igual, cobrindo tudo até o horizonte.
Como que abraçando uma porção de água, se apresentam dois braços de terra:
montes, muito altos e redondos, seguidos de serras circundantes. Estes estão
cobertos de vegetação, muito espessa, com arvoredos dos mais variados tipos e
cores. É exuberante a variedade de vegetação.
Acomodada bem no meio, numa faixa de terra
entre o mar e a serra, está Paraty, com suas casinhas baixas, coloridas, com
algumas poucas igrejas se destacando.
Ao descermos do ônibus, fomos conhecer a
cidade. As ruas são curveadas em certos pontos e todas feitas de pedra, com um
detalhe curioso: são inclinadas de fora para dentro. A razão de terem sido
construídas assim era para que quando a maré subisse, a água do mar ficasse
contida ali e não invadisse as casas. Quase não há calçada e há várias
lamparinas (de estilo antigo, porém elétricas) ao longo das ruas.
As casas são quase todas térreas, com
algumas apresentando andar superior. A fachada e a estrutura dos tempos coloniais
foram mantidas, porém apresentam sinais de constante restauração. Muitas
pareciam ter sido pintadas recentemente, o que dava um ar colorido à cidade.
São todas coladas umas nas outras, fazendo com que seja muito difícil
determinar onde termina uma e começa outra.
A rua não contém árvores. Porém, andando é
possível ver que os quintais de muitas casas são cheios de vegetação, e esta
quase que salta para as ruas. Como não se pode andar de carro, é possível ver
muitas charretes passando e bicicletas estacionadas.
Com certeza é uma viagem inesquecível. Quem
decide visitar Paraty, não se arrepende. Cada esquina da cidade, cada mosaico
de cada fachada chama a atenção, como
que querendo criar vida para contar histórias magníficas do passado aos visitantes.
Além disso, é um ótimo lugar para aventuras. Quem se atreverá a desvendar os
segredos da maçonaria, que a cidade esconde?

Brilhos mais brilhantes do mundo,
ResponderExcluirque lindo é este espaço, que linda é a literatura vista pelos olhos dos alunos do 1º Médio. Fiquei sabendo da existência do blog e resolvi visitar. Deliciei cada palavra, cada imagem, senti meu coração repleto de alegria por saber que pude fazer parte da vida de vocês. Guardo experiências para a vida e experiências para alma de nossas manhãs regadas por muito "carpe diem". Amo vocês!
Professora Fernanda Meireles