segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Redescobrindo o passado



Pedro Prata

O dia era 28 de agosto de 2012. A estrada estava tranquila, e o ônibus andava com a mesma velocidade com que andara todo o percurso anterior. O monitor já nos tinha avisado de que estávamos chegando, portanto ficamos todos atentos. Até que começaram a surgir os primeiros barcos, lá embaixo no mar, e um dos professores proclamou a tão esperada sentença: “Paraty à vista!”.
Ao longe, foi surgindo a cidadezinha, no meio de uma paisagem paradisíaca. A visão ao se chegar à baía é de tirar o fôlego. O mar é de um azul-esverdeado sem igual, cobrindo tudo até o horizonte. Como que abraçando uma porção de água, se apresentam dois braços de terra: montes, muito altos e redondos, seguidos de serras circundantes. Estes estão cobertos de vegetação, muito espessa, com arvoredos dos mais variados tipos e cores. É exuberante a variedade de vegetação.
Acomodada bem no meio, numa faixa de terra entre o mar e a serra, está Paraty, com suas casinhas baixas, coloridas, com algumas poucas igrejas se destacando.
Ao descermos do ônibus, fomos conhecer a cidade. As ruas são curveadas em certos pontos e todas feitas de pedra, com um detalhe curioso: são inclinadas de fora para dentro. A razão de terem sido construídas assim era para que quando a maré subisse, a água do mar ficasse contida ali e não invadisse as casas. Quase não há calçada e há várias lamparinas (de estilo antigo, porém elétricas) ao longo das ruas.
As casas são quase todas térreas, com algumas apresentando andar superior. A fachada e a estrutura dos tempos coloniais foram mantidas, porém apresentam sinais de constante restauração. Muitas pareciam ter sido pintadas recentemente, o que dava um ar colorido à cidade. São todas coladas umas nas outras, fazendo com que seja muito difícil determinar onde termina uma e começa outra.
A rua não contém árvores. Porém, andando é possível ver que os quintais de muitas casas são cheios de vegetação, e esta quase que salta para as ruas. Como não se pode andar de carro, é possível ver muitas charretes passando e bicicletas estacionadas.     
Com certeza é uma viagem inesquecível. Quem decide visitar Paraty, não se arrepende. Cada esquina da cidade, cada mosaico de cada fachada chama a atenção,  como que querendo criar vida para contar histórias magníficas do passado aos visitantes. Além disso, é um ótimo lugar para aventuras. Quem se atreverá a desvendar os segredos da maçonaria, que a cidade esconde?

Um comentário:

  1. Brilhos mais brilhantes do mundo,

    que lindo é este espaço, que linda é a literatura vista pelos olhos dos alunos do 1º Médio. Fiquei sabendo da existência do blog e resolvi visitar. Deliciei cada palavra, cada imagem, senti meu coração repleto de alegria por saber que pude fazer parte da vida de vocês. Guardo experiências para a vida e experiências para alma de nossas manhãs regadas por muito "carpe diem". Amo vocês!

    Professora Fernanda Meireles


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