Rodrigo Nunes Bruhns
A mata era muito fechada e difícil mesmo era descer a encosta
íngreme. Cada pedaço de terra em que pisávamos era uma incerteza tal que
qualquer um poderia escorregar e causar um efeito dominó nos outros. Isso
porque fazíamos aquele percurso pela primeira vez...
Os Hare Krishna fazem esse caminho várias vezes, pois ele leva à minihidrelétrica que abastece a vila onde moram. Eles vivem em completa harmonia com a natureza, mas provavelmente a vida não é fácil lá porque, ao contrário de várias comunidades indígenas (lembrando que eles não são índios, a religião deles é que faz com que vivam na natureza), eles sabem o que há “lá fora” e têm de aprender a conviver com a vida simples.
Os Hare Krishna fazem esse caminho várias vezes, pois ele leva à minihidrelétrica que abastece a vila onde moram. Eles vivem em completa harmonia com a natureza, mas provavelmente a vida não é fácil lá porque, ao contrário de várias comunidades indígenas (lembrando que eles não são índios, a religião deles é que faz com que vivam na natureza), eles sabem o que há “lá fora” e têm de aprender a conviver com a vida simples.
Voltando do gerador, fomos a uma cachoeira cuja vista e som eram abafados pelas árvores. Pensando bem, a vida deles não é tão ruim assim. Pelo menos não há a poluição de São Paulo e as buzinas incessantes de carros, cujos motoristas estão sempre apressados. Há o canto de pássaros e a calma típica de uma montanha no final de tarde.
Os Hare Krishna talvez vivam melhor que nós, paulistanos, mas esse é um modelo de vida inatingível, já que ninguém quer largar o conforto e a acessibilidade de São Paulo por um local longe de civilização, mesmo sendo uma opção que poderia mudar a situação do planeta.
No
final, voltamos de ônibus para Paraty. Com certeza, qualquer um que conheça as
cidades prefere seu estilo de vida, com seu conforto e acessibilidade, ao invés
de viver em vilas na mata. É o que
estamos acostumados e isso é difícil de mudar.

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