segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Observações Angra-Paraty


Giulia Durães

Este estudo para Angra-Paraty foi bom, é um modo de estudo na prática, pela observação. Gostei do modo como como foi feito, tiramos fotos, observamos, vivenciamos. Essa é uma boa ideia, pois querendo ou não, ninguém fica cinquenta minutos prestando atenção na aula, sentado em uma cadeira, ouvindo a matéria, vivenciar é algo mais chamativo, e colocar em prática acaba sendo mais  interessante.

O que mais gostei de ver foram as casa antigas, adoro coisas antigas, os detalhes são mais trabalhados, as formas, o modelo, não sei explicar, mas coisas antigas para mim são delicadas, penso que, quando foram feitas, o trabalho foi grandioso, mais bem pensado. Gostei muito das casas, com desenhos, formatos da maçonaria, é bem legal, e em algumas tinham abacaxis também, é claro que não de verdade, parte da estrutura de ferro de uma varanda, como se fosse um lustre. Quando andamos por essas ruas, com símbolos da maçonaria, era como se voltássemos no tempo. Vivenciamos o que ali já havia acontecido, roupas antigas, aspectos diferentes, costumes diferentes.

Quando vi a Estrada Real e andei por ela, senti algo forte, pensei: “Uauu! Os escravos sofreram muito apenas por terem um tom de pele diferente”. E acho que a ideia de julgá-los e rebaixá-los apenas por um tom de pele é uma ideia ridícula, do meu ponto de vista. Imagino como foi difícil para eles, que devem ter sofrido tanto, porque eram negros, ficavam ali quebrando pedra, para construir uma estrada, se não morreriam. Foi triste passar por lá e ter imaginado como eles sofreram nas mãos dos europeus brancos, que só viam a eles mesmos.

Lá, nesta estrada tem um senhor, já velho, não me lembro seu nome, mas ele era simpático, era alto, pele clara, cabelo calvo e branco, muito magro, e ele estava segurando uma vassoura, que foi feita por ele. Ele era tão fofo, sorridente, orgulhoso do que fazia, cada palavra que saía de sua boca era com orgulho, com vontade, palavras sábias. Ele disse que não gostaria de mudar de trabalho, pois gostava muito do que fazia ali, isso me deixou emocionada e achei muito bonito, uma pessoa humilde, trabalhadora, orgulhosa, simpática, sorridente, admirável.

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