segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Paraty


Alexandra Midori Ii

Tudo ia bem no passeio de escuna que reunia estudantes do colégio Notre Dame naquela manhã de quarta, quando, de repente, uns dos estudantes comentou sobre um pequeno barco próximo à costa.
A embarcação parecia abandonada, mas, de longe, não era possível ter certeza disso. O condutor da escuna resolveu aproximar-se do pequeno barco enquanto os estudantes curiosos se amontoavam no convés.
Para surpresa de todos, não havia ninguém na barqueta. Um objeto parecido com um velho baú estava ali entre os dois remos ressecados pelo sol. Alguns alunos começaram a gritar dizendo que se trataria de um baú de tesouro, outros perguntavam aos professores onde estaria o dono do barco e do baú. Muitos jovens insistiram para que a escuna encostasse no barco e que alguém fosse até ele resgatar o baú.

Parecia incrível que em pleno séc. XXI um bando de estudantes ficariam famosos por achar um tesouro. Um dos professores conseguiu nadar até o barco abandonado, e a emoção tomou conta de todos. Fez-se um grande silêncio para aguardar a visão do interior do baú. Foi quando o professor percebeu que ele estava aberto, no antigo objeto nada havia. Desapontados, os estudantes se dispersaram e a escuna voltou a sua trajetória.
Dias depois, quando já estavam de volta às aulas souberam pela internet que: “Velho pescador de Paraty fica rico ao encontrar um baú de mais de 400 anos!”.

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