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sábado, 10 de novembro de 2012
Leitura na Paulista em números
Tratamento dos dados feito por Pedro Prata, a partir de pesquisa com leitores durante Estudo de Meio realizado em agosto na Av. Paulista
Estudo de Meio na Av. Paulista
Bruna Mattioli e Giulia Durães
No dia 22
de agosto de 2012, ocorreu o Estudo do Meio na Av. Paulista, com os alunos do
1º ano do Ensino Médio, tendo como objetivo um novo jeito de aprender na
prática, estimular e sensibilizar os alunos quanto às questões estéticas,
sociais, culturais e ambientais externas a seus cotidianos.
A av.
paulista mistura modernidade e antiguidade, sendo um dos principais pontos
turísticos e mais conhecidos de São Paulo, pois representa a cidade. Onde passam
milhares de pessoas por dia, devido à grande quantidade de sedes de empresas,
bancos, hotéis, manifestações políticas e comemorações.
Esta
região atraiu investimentos devido a sua boa localização e grande
infraestrutura. Este interesse caracterizou a avenida, que é considerada o
maior núcleo empresarial da América Latina. Por possuir grande concentração das
sedes do poder econômico, a Paulista recebe milhares de turistas de negócios
todos os dias.
“Falar da
Paulista é falar de universos. Em cada pedaço dela é possível encontrar um
mundo diferente. Costumo dizer que a Paulista é uma fatia da cidade, com todos
os serviços e tipos de pessoas em um só lugar. Lá se concentram hospitais,
escolas, faculdades, museus, empresas, bancos, bares... Cores” conta a
jornalista Mara Gabrilli em seu blog http://www.maragabrilli.com.br/.
Leitura na Paulista - Livros mais marcantes
Rodrigo Nunes Bruhns
Nas entrevistas que fizemos com leitores e vendedores nas livrarias Martins Fontes e FNAC, em agosto de 2012, na Av. Paulista, as duas obras abaixo foram as indicadas como as leituras mais marcantes.
On The Road (na estrada)On the road, de Jack Kerouac, foi um dos dois livros mais citados pelos leitores entrevistados nas livrarias FNAC e Martins Fontes na Avenida Paulista. O livro conta as viagens de dois jovens pelo México e Estados Unidos. A história é auto biográfica, com os personagens tendo nomes diferentes dos dois amigos originais.Sal Paradise (Jack Kerouac) e Dean Moriarty (Neal Cassady) são os nomes usados na história. No início, o livro com a história original não foi publicado por nenhuma editora, mas depois de um tempo ele foi aceito com a condição de ter umas partes modificadas.Provavelmente o livro fez sucesso porque retrata a viagem que todo jovem gostaria de fazer uma vez na vida: repleta de bebidas, garotas e liberdade. O autor utiliza uma nova forma de escrita, misturando as palavras sem se preocupar com o entendimento no começo, mas depois juntando as ideias principais para formar um bom livro. On the road foi transformado em filme, e no Brasil teve como nome “Pé na estrada”.
O poder do mitoO DVD “O poder do mito” foi outra obra mais citada pelos leitores na Avenida Paulista. É fruto de uma série de conversas entre Joseph Campbell (um especialista em mitologia e religião) e Bill Moyers (um jornalista americano).O livro trata sobre o mito, principalmente a trajetória do herói, o casamento, os nascimentos virginais e o sacrifício ritual. Até os personagens heroicos de Guerra nas Estrelas (famoso Star Wars) são abordados de forma única e original. Bill Moyers diz que 'Nunca encontrei alguém que soubesse contar melhor uma história do que Joseph Campbell. Escutando-o falar sobre as sociedades primitivas, fui transportado às largas planuras sob a imensa cúpula do céu aberto, ou à espessa floresta sob o pálio das árvores, e comecei a entender como as vozes dos deuses falavam através do vento e do trovão, e como o espírito de Deus flutuava em todo riacho da montanha, e toda a terra florescia como um lugar sagrado - o reino da imaginação mítica’.Um ótimo jeito de repensar sobre os mitos, essa coleção de entevistas de Joseph Campbell. Uma conversa dinâmica entre os dois homens e que nos levanta muitas questões. Uma obra que vale a pena conhecer.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Estudo do Meio Angra-Paraty
Alexandra Midori, Caroline Marinucci, Danielle Costa, Geórgia Besen, Pamella Guimarães
Fotos de Mariana Vieira
O Colégio Notre Dame proporcionou aos alunos do 1º e do 2º anos do Ensino Médio uma viagem com destino as cidades de Angra dos Reis e Paraty, de acordo com a proposta da UNESCO para 2012 que tem como objetivo as energias sustentáveis e o cooperativismo.
Dentro da proposta de energias não sustentáveis, nós estudantes visitamos as usinas nucleares fluminenses Angra 1, Angra 2 e Angra 3 em construção, onde pudemos abordar dois funcionários que nos explicaram o funcionamento das mesmas. Dentro de energias sustentáveis, pudemos conhecer uma turbina hidrelétrica que localiza-se no templo Hare Krisna. Com isso, nós aprendemos que nenhuma energia é "limpa". Apesar disso, existem energias menos poluentes.
Em relação ao cooperativismo, conhecemos a cooperativa de banana, PACOVA. Ela possui poucos recursos para produzir seu produto, a bananada, que comprada pelo governo e distribuída para merenda escolar. Essa associação de trabalhadores e sócios recebem pouquíssima ajuda do governo, e tudo que eles conseguem é através de doações da população. Além de trabalhar no doce, eles se dedicam a ajudar a comunidade local.
Ir até lá e descobrir outros meios de vida e entender como funciona as energias foi muito interessante e comovente, no caso da cooperativa de banana, por ver a força de vontade e o amor que os trabalhadores tem por sua ocupação.
Fotos de Mariana Vieira
O Colégio Notre Dame proporcionou aos alunos do 1º e do 2º anos do Ensino Médio uma viagem com destino as cidades de Angra dos Reis e Paraty, de acordo com a proposta da UNESCO para 2012 que tem como objetivo as energias sustentáveis e o cooperativismo.
Dentro da proposta de energias não sustentáveis, nós estudantes visitamos as usinas nucleares fluminenses Angra 1, Angra 2 e Angra 3 em construção, onde pudemos abordar dois funcionários que nos explicaram o funcionamento das mesmas. Dentro de energias sustentáveis, pudemos conhecer uma turbina hidrelétrica que localiza-se no templo Hare Krisna. Com isso, nós aprendemos que nenhuma energia é "limpa". Apesar disso, existem energias menos poluentes.
Em relação ao cooperativismo, conhecemos a cooperativa de banana, PACOVA. Ela possui poucos recursos para produzir seu produto, a bananada, que comprada pelo governo e distribuída para merenda escolar. Essa associação de trabalhadores e sócios recebem pouquíssima ajuda do governo, e tudo que eles conseguem é através de doações da população. Além de trabalhar no doce, eles se dedicam a ajudar a comunidade local.
Ir até lá e descobrir outros meios de vida e entender como funciona as energias foi muito interessante e comovente, no caso da cooperativa de banana, por ver a força de vontade e o amor que os trabalhadores tem por sua ocupação.
Severinos na Paulista
Nicola Pinelli
Ajoelhado sobre o chão de concreto,
marginalizado pelos patrões por uma mentalidade individualista.
No olhar do homem negro se vê a
esperança de seu povo, que um dia o mesmo deixou para se infiltrar nas raízes
da cidade grande.
Seu refúgio é a sombra de uma árvore,
que, como uma mãe, a mãe natureza o abraça sem nenhum preconceito.
E o mundo como uma roda gira, e dentro
desta roda a história de um cidadão que sofre com uma existência sem dignidade.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Retratos da leitura no Brasil
Realizada pelo Instituto Pró-Livro com apoio da ABRELIVROS (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares), CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que avalia o comportamento dos leitores brasileiros, foi lançada em março deste ano.
A nossa vida ou a dos Hare Krishna?
Rodrigo Nunes Bruhns
A mata era muito fechada e difícil mesmo era descer a encosta
íngreme. Cada pedaço de terra em que pisávamos era uma incerteza tal que
qualquer um poderia escorregar e causar um efeito dominó nos outros. Isso
porque fazíamos aquele percurso pela primeira vez...
Os Hare Krishna fazem esse caminho várias vezes, pois ele leva à minihidrelétrica que abastece a vila onde moram. Eles vivem em completa harmonia com a natureza, mas provavelmente a vida não é fácil lá porque, ao contrário de várias comunidades indígenas (lembrando que eles não são índios, a religião deles é que faz com que vivam na natureza), eles sabem o que há “lá fora” e têm de aprender a conviver com a vida simples.
Os Hare Krishna fazem esse caminho várias vezes, pois ele leva à minihidrelétrica que abastece a vila onde moram. Eles vivem em completa harmonia com a natureza, mas provavelmente a vida não é fácil lá porque, ao contrário de várias comunidades indígenas (lembrando que eles não são índios, a religião deles é que faz com que vivam na natureza), eles sabem o que há “lá fora” e têm de aprender a conviver com a vida simples.
Voltando do gerador, fomos a uma cachoeira cuja vista e som eram abafados pelas árvores. Pensando bem, a vida deles não é tão ruim assim. Pelo menos não há a poluição de São Paulo e as buzinas incessantes de carros, cujos motoristas estão sempre apressados. Há o canto de pássaros e a calma típica de uma montanha no final de tarde.
Os Hare Krishna talvez vivam melhor que nós, paulistanos, mas esse é um modelo de vida inatingível, já que ninguém quer largar o conforto e a acessibilidade de São Paulo por um local longe de civilização, mesmo sendo uma opção que poderia mudar a situação do planeta.
No
final, voltamos de ônibus para Paraty. Com certeza, qualquer um que conheça as
cidades prefere seu estilo de vida, com seu conforto e acessibilidade, ao invés
de viver em vilas na mata. É o que
estamos acostumados e isso é difícil de mudar.
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